Revista Zimbro
by Amigos da Serra da Estrela
 

2026-04-21

Além Estrela

Além Estrela

 

Palavras chave

actividade  
 

Não é a primeira vez, nem será a última que iremos deixar a Serra, na busca de outros horizontes, sem, contudo, perder de vista a Estrela que deu pretexto para a nossa existência.

Ainda o “Além Estrela” não começou e já outros horizonte estão na mira da Direcção!

Vamos falar desta edição, porque numa próxima aventura teremos tempo de reflexão para a estudar ao pormenor.

De 1 a 3 de Maio, a ASE vai organizar uma Travessia com três caminhadas e pernoita em tenda. O objectivo é possibilitar aos participantes percorrer alguns vales e o planalto beirão com o rio Côa como fio condutor, com a componente Histórica e Cultural muito presente em todo o percurso de forma significativa.

Confraternizar com gente das terras raianas, cheias da sabedoria que o cimentar dos anos cultivou, rodeados de um rico património que testemunha as primeiras linhas de defesa face aos invasores, de tudo isto se irá conjugar o “Além Estrela”.

Que se inicia na aldeia da Castanheira, do concelho da Guarda, cruzando a ribeira de Cabras, pela ponte romana, Amoreira e repousar sobre o interessante edificado de Castelo Mendo, refúgio da primeira noite.

Ao raiar do 2º dia, a descida até ao Porto de S. Miguel, onde o rio Côa nos força a tirar as botas para o atravessar, refrescando os pés para os aquecer na subida até Freineda, lar do Quartel General do Duque Wellington, de onde comandou as tropas que combateram as forças invasoras francesas. De Freineda a Malhada Sorda caminha-se por interessantes bosques mediterrânicos onde a presença dos bovinos, de raças variadas mas onde a Jarmelita é a autóctone, permite ver como a presença de gado, em regime extensivo, é a melhor garantia contra os incêndios.

Legenda: Lar do Quartel General do Duque Wellington.

É junto ao rio Côa que, num espaço muito bonito, que terá lugar o descanso e a ida a banhos para os mais corajosos.

Ora pela margem esquerda, ora pela direita, o último dia de caminhada será ao longo do rio Côa. Por um vale extenso onde é possível observar as muitas dezenas de noras que eram utilizadas para regar o cultivo através do apoio de um animal de grande porte (burro ou boi). É todo um trabalho de rocha esculpida por onde a água drenou para atingir os extremos mais elevados dos terrenos e que a gravidade haveria de fazer escorrer para regar os campos agrícolas.

Quase a terminar o dia, a passagem pela Ponte de Sequeiros, com uma Torre na ponta Leste que serviu para controlar e fiscalizar militarmente, quando o país dividia as suas fronteiras com o reino de Castela, pelo rio Côa. Atravessada a ponte, com controle, o rio ainda será novamente atravessado através das poldras e daí caminhar pelo Vale Russo, até onde se esperam bons petiscos.

 
 

 
 
 
 

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