Revista Zimbro
by Amigos da Serra da Estrela
 

2025-07-15

É necessário evoluir para evitar o desperdício

É necessário evoluir para evitar o desperdício

 

Palavras chave

desperdício  territorio  
 

O alto da Serra da Estrela – Torre atrai não apenas o turista, mas muitos outros apetites, inclusive aqueles que não era espectável que acontecessem ali, salvo o impacto que poderão ter como quase tudo o que se faz neste local.

Começa a ser sistemático a apresentação anual dos efectivos das diversas forças que integram a Protecção Civil, na Torre, que como os dados evidenciam é onde menos ocorrência de incêndios se verificam, e mesmo os casos de acidentes podem contar-se pela dedos da mão. Parece-nos legítimo questionar se será correcto deslocar para o alto da Serra tanta viatura e tanto profissional quando seria mais sensato fazê-lo junto das populações, rotativamente ou até nem precisar de ser prática, pois o que importa é que os vários sectores estejam em estreita associação e atuem em consonância com os objectivos e necessidades.

Na área da serra da Estrela existem presentemente um conjunto de equipas ou grupos razoavelmente bem preparados para intervir nas ocorrências de sinistralidade mais diversas.

A ausência de ocorrências, da sua diversidade e gravidade impõe que os elementos dos diversos grupos de intervenção procurem manter-se actualizados praticando exercícios para os manter dentro da capacidades necessárias o que não acontece, por exemplo na vizinha Espanha onde os GREIMs se mantêm, por razão do número de ocorrências, numa operacionalidade permanente.

Com uma costa atlântica com 943 quilómetros de extensão e aonde têm ocorrido muitos mais casos, é um luxo a serra da Estrela dispôr de tantos efectivos.

Urge que o enquadramento dos diversos grupos se ajuste de maneira a evitar sobrecargas, desgates e encargos desnecessárias, face às ocorrências que se têm vindo a verificar, evidenciadas nas redes sociais pelas próprias entidades a que os diversos grupos de operacionais pertencem.

Tenho visto a desproporção de meios face às necessidades que se verificam no terreno e isto acontece, ou pode acontecer por motivos que, do meu ponto de vista merecem ser corrigidos. Desde logo um maior cuidado no momento do pedido do socorro em que a triagem deve ser bem feita para determinar quais os meios necessários para a situação. É evidente, para quem está por dentro da realidade que se nota uma clara necessidade de marcar posição no território da cada equipa ou Corporação, ao mesmo tempo que se pretende mostrar trabalho e a operacionalidade de cada equipa em cada actuação.

É preciso melhorar o trabalho da operacionalidade dos meios, eventualmente através de escala rotativa que mantenha todos os grupos preparados para satisfazer as necessidades e atingir os objectivos que estiveram na origem da sua criação: socorrer as pessoas na área da serra da Estrela.

Por exemplo, no dia 20 de junho, houve um pedido de socorro para a zona da Lagoa do Pachão, segundo as notícias para evacuar uma montanhista que teria partido uma perna. Foram disponibilizados para a zona 7 viaturas, duas delas ambulâncias, mais um helicóptero da Força Aérea Portuguesa e 16 operacionais.

É evidente que ocorrências como a da lagoa do Pachão terão de ser apreendidas, evitando que continuem a verificar-se para que os meios se ajustem às necessidades, evitando desperdício de tempo, de desgaste e de custos. Trata-se de um tema recorrente que não pode nem deve deixar de ser objecto de análise por parte dos diversos responsáveis pelos grupos de resgate e centro coordenador, a actuar na área da serra da Estrela.

 
 

 
 
 
 

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