2026-02-11

Palavras chave
brava faia faiabravaA Reserva Natural da Faia Brava, é a primeira área protegida privada no nosso país. A Faia Brava é propriedade da Associação Transumância e Natureza (ATN), uma ONGA, sem fins lucrativos, com sede em Figueira de Castelo Rodrigo. A ATN tem como propósito promover a conservação das espécies e respectivos habitats, em espaços naturais, procurando garantir a sustentabilidade económica preferencialmente através da rentabilidade de projectos associados à conservação da natureza, contribuindo também para as dinâmicas sociais e económicas da região onde se insere.
Nesse sentido tem desenvolvido acções centradas no restauro ecológico, pela melhoria da valorização dos habitats, destacando a preocupação de uma maior disponibilidade alimentar para as espécies mais ameaçadas. No seguimento destas preocupações, a Faia Brava concretiza-se, cada vez mais, por se evidenciar nas áreas da agricultura sustentável, protecção florestal, silvo-pastorícia, educação ambiental e ecoturismo, envolvendo a comunidade local e escolar.
A Reserva da Faia Brava, integra-se na Zona de Protecção Especial (ZPE) do Vale do Côa e no território do Parque Arqueológico do Vale do Côa.
Fomos visitá-la no dia 8 de Dezembro, com um grupo bem animado de duas dezenas de associados, numa altura em que se comemoram os seus 25 anos, e viu o esforço dos que nela intervêm diariamente, reconhecido com uma Menção honrosa, no 30º Encontro Nacional das Associações de Defesa do Ambiente – CPADA, realizado de 5 a 7 de Dezembro, em Lousada.
A Reserva da Faia Brava, encontra-se localizada nas margens do rio Côa, dentro dos limites concelhios de Figueira de Castelo Rodrigo, e Pinhel.
Actualmente com cerca de 1000 hectares, e com uma vontade de galgar espaços para assegurar uma componente natural que torne mais importante o esforço que a tornou realidade e lhe possa garantir uma sustentabilidade mais estável. Que torne o futuro da Reserva da Faia Brava um marco na conservação da natureza, um vício para outras gentes a desenvolver projectos semelhantes por todo o território onde ainda seja possível recuperar o património natural.
Inicialmente com a área na margem esquerda do rio Côa, era natural a necessidade de alargar o seu território para ambas as margens e foi o que aconteceu, crescendo para as bandas de Cidadelhe, uma aldeia com um património arquitectónico em franca recuperação e que merece uma visita mais prolongada. O planalto dominado pelas vertentes abruptas dos rios Massueime, Côa e Águeda, este último uma tentação para os apaixonados por paisagens agrestes e águas selvagens o que tornaria ainda muito mais interessante a todos os níveis a extensão da Reserva da Faia Brava até os limites de Portugal com a vizinha Espanha.
Gerir um espaço com mais de 10 kms quadrados não é uma tarefa simples. Exige um quadro de pessoal qualificado, abnegado, disponível para vencer o isolamento, cada vez mais notório no interior do país e nas zonas raianas mais ainda. Estas características observamo-las na Ana Nunes, a bióloga que nos acompanhou e que tornou mais rica a nossa visita. T
Todo o apoio e ajuda que possa ser canalizada para a Reserva da Faia Brava será mais uma semente que irá ajudar aos seus encargos.
Acreditamos que a população residente, com o decorrer dos anos, acabará por se identificar com os propósitos que originaram a sua criação e, se assim for, o futuro da Reserva da Faia Brava será um futuro mais promissor.

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