2026-02-11

Palavras chave
pessoasA 22 de Fevereiro de 1982, numa vontade comum, um grupo de amigos juntou-se para criar uma Associação que pugnasse por olhar a Serra da Estrela com olhos de quem a sente, mais que apenas gostar, que lutasse e a defendesse com o respeito e dignidade que merece, procurando que os seus habitantes fossem os seus principais beneficiários, já que eram eles os seus principais aliados.
Hoje, a ASE tem o privilégio de ser a segunda Organização Não-governamental do Ambiente mais antiga do país e conta com mais de 1200 sócios, que se têm juntado à nossa missão solidária ao longo das décadas.
Depois do Alfredo Busse, do Alberto Serrão, da Maria Ester Serrão, e do Vasco Lencastre, foi a vez do José Paixão (Zé do Rio), nos deixar. Foram 5 fundadores que no dia 22 de Feverreiro de 1982 se juntaram para, numa vontade comum, criar uma Associação que pugnasse por olhar para a Serra da Estrela com olhos de quem a sente para além de gostar dela, lutasse e a defendesse com o respeito que ela merece, procurando que os seus habitantes fossem os seus principais beneficiários, já que têm sido eles os seus principais aliados.
O Zé do “Rio” deixou-nos.
Foi um fundador que deu um contribuiu muito importante à ASE.
Esteve nas negociações para a aquisição da propriedade que a nossa Associação possui no Vale do Zêzere, bem assim como no processo do imóvel onde está a nossa sede.
Foram muitos os dias e as tardes dedicadas à recuperação das cortes, à plantação das árvores e dos muros de suporte dos terrenos que a Câmara Municipal de Manteigas, de então, decidiu depositar nos terrenos, quando abriu a estrada, dando um exemplo pouco saudável no relacionamento que deveria ter com os cidadãos.
O Zé, era um inconformado com os abusos que as pessoas tinham quando invadiam a propriedade, deixando lixo e fazendo fogueiras. Nem as placas que mandou fazer e que colocou no perímetro da propriedade sortiram efeito. A destruição das mesmas foi realizada num ápis!
Discutimos muito o modelo de savaguarda da propriedade sem retirar aos “apaixonados” pela montanha e pelo espaço que ali construimos, que o destingue dos restantes em todo o vale, de o poderem desfrutar, sem quebrar o equilibrio do saber estar num espaço que não é nosso. Tem sido uma luta que ainda não conseguimos resolver, embora tenhamos conseguido angariar muitos associados através de diálogos de onde ressaltaram objectivos e propósitos comuns.
Tal como o Zé, sabemos que não podemos nem devemos proteger a propriedade de qualquer maneira, que não seja através de uma intervenção que traga dignidade ao local, ao Vale e à nossa Associação.
A melhor maneira de prestar reconhecimento ao Zé do Rio, é tudo fazer para criar as melhores condições na nossa propriedade do Vale do Zêzere, garantindo-lhe um futuro promissor que mantenha a essência que esteve na sua génese: ao serviço dos sócios e da Serra da Estrela.
0 Comentários