2025-11-21

Palavras chave
manteigasA história da organização do socorro na Serra da Estrela está por fazer. É um tema que nos é muito caro na medida em que contribuímos muito para que da ausência de meios, a Serra disponha presentemente de uma boa cobertura para acudir às situações mais diversas.
Foi tornado público, pelo presidente Flávio Massano, na tomada de posse dos Órgãos Autárquicos, que um acordo verbal entre a Câmara Municiapal de Manteigas e a GNR, para a instalação na vila de Manteigas, de um “Posto de Busca e Resgate em Montanhas, com cerca de 35 efectivos”, foi concluído recentemente.
Relativamente aos meios de socorro em montanha, em 1996 quando a ASE criou a primeira equipa do género em Portugal, com o propósito de despoletar o problema da segurança na Serra da Estrela, o que foi conseguido, Espanha (o país europeu com maior percentagem de montanha), tinha um destacamente com cerca de 250 efectivos distribuídos pelas montanhas do país. Presentemente existem 26 Grupos de Resgate e Intervención en Montanha (GREIM), destruídos por 5 Áreas geográficas.
Com base no conhecimento e divisão administrativa a que as Corporações de Bombeiros estão associados, tínhamos previsto, naquela altura a necessidade de formar e equipar 3 grupos de salvamento dentro do Corpo de Bombeiros. Na época a GNR não fazia parte do processo, nem revelou interesse quando foi contatada pela ASE. Equipar um grupo deste tipo é muito caro pelo que, o número, localização e o risco, não justificava a criação de mais grupos. No entanto consideramos que seria bom que todas as Corporações de Bombeiros deveriam obter formação, nomeadamente em manobra de cordas e grande angulo. Infelizmente, contrariando a nossa ideia, foram investidos quase 10.000 contos em material para 5 grupos que ficaram mal equipados em vez de os investir em apenas 3 melhor equipados.
Apesar de inúmeros contratempos foi possível dar formação em 3 Corporações e a outras que o pediram, inclusive na Ilha do Pico, Açores, a membros da Protecção Civil de todas as Ilhas.
Com a GNR a entrar no processo os erros de análise foram evidentes, do equipamento à realidade no terreno, sendo corrigidos à medida que a experiência e o conhecimento assim obrigou, estando actualmente e ao nível das capacidades pessoais, de grande qualidade.
Um dos erros de palmatória foi a pretensão da instalação do Posto, na Torre. Depressa constataram que sempre que nevava tinham de abandonar o Posto e vira à frente do Limpa-neve, revelando-se assim de uma inoperacionalidade que só é mantido porque existe uma estrada que precisa do apoio dos seus militares. Não fosse isso e aquele posto, para o efeito de salvamento não tinha o mínimo interesse
Em 1910, a Câmara Municipal da Covilhã, anuncia a construção de um Quartel para a GNR, nas Penhas da Saúde (1), (2).
Em 2016 é anunciado que a GNR de Montanha vai ter base nas Penhas da Saúde. Solução permite dar resposta às necessidades operacionais. (3)
Em 20/07/2018, na página 19 da Acta da Câmara Municipal da Covilhã, consta o seguinte: “A Câmara deliberou, com a ausência do Senhor Vereador Carlos Pinto e nos termos da minuta, aprovar e celebrar entre o Município da Covilhã, o Conselho Diretivo dos Baldios das Cortes do Meio e a GNR – Guarda Nacional Republicana, cujo objeto é regular os termos e as condições de cedência do Heliporto e edifícios adjacentes, ao Município da Covilhã, pelo montante de € 350,00 (trezentos e cinquenta euros) mensais e que se destinam à cedência, em regime de Comodato, por parte do Município da Covilhã, à GNR – Guarda Nacional Republicana para efeitos de instalação de equipas do GIPS, de forma a terem um local ajustado à sua atividade e formação, dotado de condições de funcionalidade e operacionalidade, vigorando pelo período de 5 (cinco) anos, com início na data da sua assinatura, renováveis até ao limite de 20 (vinte) anos.”(4)
Com o anúncio de mais um posto para Manteigas está claro que não há país que aguente com tanta indecisão, tanto posto, tanto perder de tempo porque alguém não anda a fazer bem o trabalho de casa.
A ASE limita-se a constactar o óbvio o mesmo será dizer que para uma serra tão pequena os problemas tornam-se grandes e caros. Não faremos mais que deixar claro como andam as coisas pela Serra porque, reconhecimento pelo trabalho que foi desenvolvido pela nossa Associação, para que a Serra da Estrela tenha os meios para o socorro que dispõe, nunca foi reconhecido.


Referências
Gestão territorial | 2025-11-27
Defesa ambiental | 2025-11-21
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