Revista Zimbro
by Amigos da Serra da Estrela
 

2025-10-16

Memórias felizes no Covão d’Ametade

Memórias felizes no Covão d’Ametade

 

Palavras chave

ametade  covao  
 

Há muitos anos que a Serra da Estrela se tem preparado para nos receber!

Nos primeiros anos, éramos os dois, e a partir do ano 2004, passámos a ser 3 a participar no evento Nevestrela, que a todos nos congratula, porque temos a componente lúdica e a componente tão importante que a todos interessa e diz respeito, a ambiental.

A preparação e toda a logística para o evento era algo que nos ansiava para que nada faltasse, os materiais usados, os mais elementares devido há época, onde por vezes o desconforto nos atraiçoava. A tenda, os saco-cama, os frontais, as botas e as roupas que usávamos, tudo é diferente dos acampamentos dos dias de hoje, onde o consumismo e comodidade se destaca de qualquer outro acampamento de antigamente.

A chegada, sempre especial onde as palavras e as frases se repetem, sem nunca nos cansarmos de as soletrar. A subida em direção ao local do acampamento é maravilhosa, o serpentear da estrada com o majestoso Vale Glaciário do Zêzere a dar as boas-vindas a mais uma presença, os cântaros magro, gordo e raso, ao fundo a espreitarem pelos raios de Sol, que se faziam sentir apesar do frio de fevereiro. Os cursos de água, onde vêm desaguar numa das fontes mais refrescantes que há memória, a fonte Paulo Luís Martins, cuja paragem ainda hoje é obrigatória.

Tudo era importante, mas o essencial eram as pessoas que faziam e fazem aquele fim-de-semana um momento especial.  Os amigos de longa data, cujo reencontro era de alegria, as risadas, as conversas, os petiscos, as bebidas espirituais, tudo com o seu encanto de montanha, onde os vidoeiros (bétulas) se inclinavam para nos aplaudir.

O covão d’Ametade, local de eleição para o acampamento, onde as tendas se erguiam, com o rio Zêzere ao centro e onde a diversidade de cores deslumbrava devido à presença das urzes, giestas, carvalhos, teixos, pinheiros, sendo por vezes pincelada com a cor branca mais bela trazida pela neve fria e fofa.

Hoje, as saudades são muitas pois não é permitido o acampamento, outros valores se levantam na certeza de que a Serra tem de ser preservada, mas onde o turismo descontrolado e inconsciente prolifera, as passagens de modelo dos carros, das motas. Ouvem-se os ruídos das marcas, deixam o ambiente pirético, mas, que a cura não demore em chegar e que o covão d’Ametade seja sempre o palco onde a natureza e o ambiente sejam aplaudidos por todos.

 
 

 
 
 
 

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1 Comentário


  1. Carlos Lopes Antunes diz:

    Boa tarde a todos//as,
    Participei no primeiro Neve Estrela organizado pelo Clube de Montanhismo da Guarda que tinha sido criado há pouco tempo.
    Ainda participei em alguns nos anos seguintes, com neve e chuva !
    Boas recordações de muita camaradagem e simplicidade.
    Éramos ” companheiros ”
    Abraços

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