Revista Zimbro
by Amigos da Serra da Estrela
 
Engenheiro silvicultor e arquiteto paisagista

2025-07-15

O David Attenborough

O David Attenborough

 

Palavras chave

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É difícil escrever sobre o maior divulgador científico do Planeta Terra e da Natureza que o transforma no único astro com vida, até agora conhecido no Universo – tal é a complexidade das facetas que assumiu ao longo da sua existência.

David Attenborough vai completar 100 anos de vida, e todos ficam surpresos com a intensidade da sua actividade, como se os anos não passassem por ele.

Segundo escrevem alguns autores ele, um de três irmãos, desde a infância que se dedicava às coisas da natureza, mas mais tarde também à actividade dos seres humanos, interesse que o levou na universidade a licenciar-se em Antropologia.

Foi a partir dos documentários que ele protagonizou desde os anos 50 do século XX na BBC de Londres, que foi ganhando popularidade e respeito, pois transmitiu sempre as suas considerações sobre os habitats e as espécies com grande rigor científico.

O primeiro documentário de que foi autor, em 1957, respeita ao celacanto, um peixe-fóssil considerado extinto, mas de que foi reencontrado um primeiro exemplar vivo nas águas costeiras de Moçambique. Foi também nesse ano que ele realizou o seu primeiro mergulho na Grande Barreira de Coral,

Em dada altura da sua vida deixou a BBC e criou o seu próprio departamento, “Travel and Exploration Unit” , mas voltou à BBC e em 1967  apresentou o primeiro documentário na televisão a cores.

A trilogia “Vida na Terra”, “O Planeta Vivo” e “Os Processos da Vida”, entre 1984 e 1990, fê-lo viajar por todo o mundo, revelando os problemas mais graves dos ecossistemas nas várias latitudes; e foi memorável o seu documentário sobre a Ilha de Páscoa e a população primitiva que ali habitou.

Nas últimas décadas da sua vida de trabalho nunca deixou de avisar sobre os problemas que a população mundial está a causar, pondo em risco a continuidade da Vida. E foi peremptório em proclamar sempre que a Evolução foi o motor de toda esta diversidade biológica do planeta.

Por fim, ao apresentar em Maio passado o seu último filme, a longa-metragem “Oceano”, ele diz que para ele, com quase cem anos de vida, o lugar mais importante do planeta não está na terra, mas sim no oceano.

Tem recebido muitas e justas honrarias pela vida fora, mas por exemplo a ONU ainda não lhe atribuiu a consideração mundial de que é merecedor. Acontece…

 
 

 
 
 
 

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