Revista Zimbro
by Amigos da Serra da Estrela
 

2025-07-15

Ainda sobre a Estrada do Vale do Zêzere

Ainda sobre a Estrada do Vale do Zêzere

 

Palavras chave

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Como é do conhecimento público, estão a decorrer as obras na ER338 (Vale do Zêzere) que, segundo referido pelos responsáveis, irá garantir a circulação rodoviária, até aqui sujeita a uma circulação condicionada, com tempos de espera nada abonatórios para a promoção turística.

De acordo com a informação disponibilizada, a obra irá ter um custo de 3,9 milhões de euros, dos quais 90% serão financiados pelo governo no enquadramento do Plano de Revitalização do Parque Natural da Serra da Estrela (PRPNSE).

De acordo com informação prestada pelo Presidente do Município de Manteigas, Flávio Massano, a adjudicação por cerca de 3,5 milhões de euros partiu da Câmara, evitando assim mais demoras, para que a estrada fique a funcionar e Manteigas não continue a ser penalizada a vários níveis.

Do nosso ponto de vista, o que importa é referir que as intervenções que têm vindo a ser executadas, à semelhança das anteriores, não vêm resolver o problema do trânsito, uma vez que não se prevê que a plataforma sofra qualquer alteração. Cremos que será em vã qualquer reivindicação da população local e da generalidade dos motoristas de autocarros, que deixam de circular por esta via por razões de segurança e pelas dificuldades de circulação. De facto, o cruzamento de viaturas, no caso de dois autocarros, a solução poderia levar a que um destes fosse obrigado a recuar devido às dificuldades inerentes às circunstâncias e ao trânsito que lá se verifica.

Portanto, as intervenções que têm vindo a ser concretizadas têm sido, exclusivamente, para evitar que a queda de pedras possa pôr em perigo a segurança das pessoas e dos veículos. Responsabilizar as Infraestruturas de Portugal S.A. por uma situação que resulta de uma série de fogos ocorridos na encosta desta estrada foi um erro que em nada caracteriza a realidade das entidades locais, igualmente responsáveis pelo Vale do Zêzere. Estas, aliás, nunca as vimos envolvidas numa proposta de solução. Efectivamente, a estrada ER338, em particular, o troço que aqui fazemos questão de destacar, é propriedade dos Baldios que, por sua vez, estão sob gestão do ICNF. Como tal, exigia-se um maior sentido de responsabilidade dos mesmos, atendendo até, que os principais beneficiários seriam os compartes de Manteigas.

Por outro lado, não se compreende que um plano, desenhado para revitalizar o Parque Natural da Serra da Estrela, dote verbas para montar redes numa encosta que deveria estar a ser coberta de árvores. Na verdade, enquanto a mesma as teve, não houve insegurança que colocasse a estrada em constante iminência do seu encerramento. Perante este facto, será preciso a vinda de estrangeiros ou quadros mais habilitados, capacitados para dar resposta a esta questão?

Queremos acreditar que o tema da estrada irá voltar de novo a ser comentado porque nem o problema da encosta vai ser resolvido nem a estrada terá quaisquer benefícios com as construções para lá previstas.

 
 

 
 
 
 

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